terça-feira, 17 de maio de 2011

quem? eu?

Eu mesmo passar duas ou três vezes por dia por uma só rua, por causa de uma moça? e para quê? para vê-la lançar -me olhos de ternura, ou sorrir-se brandamente quando eu para ela olhar, e depois fazer-me caretas ao lhe das as costas? para que ela chame as vizinhas que lhe devem ajudar a chamar-me de tola, pateta, babaca, e namoradora? não, eu vos conheçó, amante apaixonada quando vos vejo, esqueço-me de vós duas horas depois e de deuxar-vos, Fora disso só queimarei o incenso da ironia no altar de vossa vaidade; fingirei obedecer a vossos caprichos e somente zombarei deles. Ah, muitas vezes, algumas de vós quando me ouve dizer: ''Sois encantadora'', está dizendo consigo: ''ela me adora'', enquandto eu digo também comigo: ''que vaidosa''..

é isso


Serei incorrigível, romântica ou velhaca, não digo o que sinto, não sinto o que digo, ou mesmo digo o que não sinto; sou, enfim, má e perigosa e vocês inocentes e anjinhos. Todavia, eu a ninguém escondo os sentimentos que ainda há pouco mostrei, e em toda a parte confesso que sou volúvel, inconstante e incapaz de amar três dias um mesmo objeto, um mesmo alguém; verdade seja que nada há mais fácil do que me ouvirem um ‘’eu vos amo;;, mais também a nenhuma pedi ainda que me desse fé; pelo contrário, digo a todos o como sou e, se, apesar de tal, sua validade é tanta que se suponham inesquecíveis, a culpa, certo, que não é minha. Eis o que faço.